há este lugar perdido do resto dos lugares e há um rio que passa no fundo da encosta. mesmo que larguemos o corpo flutuando ficaremos imóveis, não por falta de corrente, porque o mar inteiro que todos os outros que nadam em rios procuram, ali cabe bem nas mãos da criança que segura a água com as mãos em concha.
nos finais de tarde, deixamos o corpo ao sol, reparamos no seu trajecto com os olhos fechados, até desaparecer atrás dos montes. numa última luz antes da noite, destapamos do corpo a cor amarelada a decair, e como uma promessa de paz, vemos escrito no dialecto antigo, a premissão para encostar o corpo ao tronco da árvore mais antiga e adormecer, a ouvir o respirar das plantas.

5 comentários:

Li Alves disse...

a paz...

Banda in barbar disse...

a paz só existe na morte

e a morte só vive na paz

FILIPA S. disse...

olha eu *.*

Cátia Vilhena disse...

adoroo o blog. vou começar a passar mais vezes por aqui

Lucia disse...

e o silêncio da minha? assustador